sábado, 16 de fevereiro de 2013

Logistica da Ida e da Volta (parte 2)

Decisao tomada. Vou via Madrid. Coisas que contribuiram para a minha decisao (nao esta na ordem de importancia):
  1. Mais mil kilometros na ida e na volta da viagem para o Brasil;
  2. Passagem mais cara;
  3. Regras que dificultam carregar bicicleta no TGV de Paris para Bayonne;
  4. Necessidade de viagem relativamente longa de aviao na volta, de Santiago para Paris;
  5. Conseguir um chip de celular espanhol logo na chegada;
A passagem pela Iberia, Rio-Madri-Rio ja esta comprada, com ida para dia 17/abr e volta para o dia 3/mai paguei cerca de 1000 dolares. Tinham passagem pouco abaixo de 800 dolares, mas todos com escalas, 1 ou 2. Como estarei com a minha Querida, nao posso arriscar de ficar sem ela numa dessas trocas de aviao no caminho, preferi o voo direto que e' operado somente pela Iberia.

Dentro desse tema, ainda preciso decidir como chegar de Madri a Pamplona. A principio ja descartei a possibilidade de ir de aviao por causa do preco. A passagem de ida custa uns 200 euros. Enquanto que o onibus ou o trem custam menos de 100 dolares. E depois decidir como ir de Santiago para Madri, mas essa decisao acho que vou deixar para fazer durante a minha pedalada mais proximo do final. De qualquer forma estudarei o assunto antes.

Por ora e' isso...manterei voces informados...


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Bagageiros, Alforges e Malabike

Fiquei muito tempo sem atualizar meu blog... Mas nao achem que estou parado com meu projeto. Muito pelo contrario. Muitos avancos foram realizados, apesar das dificuldades encontradas. Vamos comecar pela bicicleta:

  • Nao e' facil encontrar no Rio o bagageiro proprio para freio a disco. Algumas lojas, inclusive a Decathlon vende um bagageiro que supostamente era para a bicicleta que comprei na loja deles, mas na verdade eles querem fazer um gambiarra na montagem. Cuidado!!! Eles nao tem pessoal com capacidade tecnica para fazer as coisas certas. So sabem fazer o basico. No final, nao encontrei no Rio, encontrei um site em Sao Paulo muito bom que vende uma infinidade de equipamentos para bicicleta, e' a Monster Bike. Foram pontuais na entrega e o equipamento veio bem acondicionado em com manual de instalacao. Comprei o Bagageiro TOPEAK Explorer TA2041B 29er Tubular Disco por R$199.
  • Descobri por indicacao de um amigo, uma oficina de alta qualidade que utilizei para fazer a manutencao na bicicleta e depois pedi para instalar o bagageiro. Tem servico de primeira. E estao acostumandos a pegar bicicletas de pessoal que compete em speed e mtb. E' a All Track.
  • E os alforges e o malabike foram comprados na Onde Pedalar, site que ja comentei como muito util para quem pretende fazer o Caminho.
Bom, com a bicicleta equipada, comecou uma nova fase de treinos. Coloquei 6 garrafas de agua mineral de 1,5L, 3 em cada alforge, e comecei a fazer os percursos que estava fazendo antes so que agora carregados com cerca de 11kg!!! No plano, quase nao notei diferenca, somente na estabilidade quando e' preciso fazer algum tipo de manobra de desvio rapido ou contonar em pequenos espacos. Agora na subida...que dureza, alias voce acaba descobrindo que lugares de se achava plano, tem uma pequena inclinacao, que quando carregado, ja incomoda. E, na descida, a bicicleta pega velocidade mais rapido e tempo e esforco de frenagem e' bem maior. Resumindo, e' preciso pensar 2 ou mais vezes antes de incluir alguma coisa na bagagem.

Ah uma ultima coisa sobre a bicicleta. Ela finalmente foi batizada, agora tem nome: Querida. Segue a primeira foto do meu blog. A Querida!!!


quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Logística da Ida e da Volta

Esse era um tema que achei que resolveria com relativa rapidez. Mas tem tomado meu tempo muito mais do que esperava. Vou tentar resumir as minhas premissas e minhas dúvidas.

Basicamente, pra quem vai sair de Saint Jean Pied-de-Port (SJPP) tem dois caminhos óbvios para chegar:

  1. Por cima, pela França -- Rio=>Paris (avião)=>Bayonne (trem TGV)=>SJPP (trem normal);
  2. Por baixo, pela Espanha -- Rio=>Madri (avião)=>Pamplona (avião)=>Roncesvalle (ônibus)=> SJPP (taxi);
Na minha cabeça, o caminho pela França é o mais óbvio. Menos baldeação, sem troca de aviões, a estação de trem fica no aeroporto de Paris. Muito óbvio. Mas aí começam as dificuldades.
  • Parece que transportar bicicleta no TGV é uma dor de cabeça;
  • Complica a logística da volta, pois vou acabar tendo que voltar para Paris;
    • Pela França -- Santiago=>Madri (avião)=>Paris (avião)=>Rio (avião);
    • Pela Espanha -- Santiago=>Madri (avião)=>Rio (avião); 
Conclusão até agora. Ainda estou batendo cabeça com essa questão e não defini. Conciliar a minimização de dor de cabeça com menores tarifas está tomando mais tempo do que pensei. Por enquanto é isso...
Assim que avançar no assunto, farei uma atualização nesse mesmo post.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A Verdade do Caminho

Depois que li o livro do Sérgio Reis, fiquei animado com a história de carimbar a credencial do peregrino e ser homenageado na missa de chegada a Santiago. Descobri que para conseguir essa credencial, no Rio, o mais fácil é pedir para a Associação dos Amigos do Caminho de Santiago do Rio, eles entregam pelo correio. Mas descobri também que eles tem um encontro mensal e que ocorreria naquela mesma semana.

Resolvi ir.

Para minha surpresa, a primeira de várias, eu com 43 anos era um dos mais novos e muito abaixo da média de idade da turma mais animada. Pessoas que foram 1, 2, 3 ou mais vezes fazer o Caminho. Encontrei um pessoal mais velho, mais fora de forma (pelo menos na aparência), porém com uma jovialidade mais presente do que em muito encontro de jovens. Mal cheguei, um pouco atrasado, é verdade, me colocaram no palco junto com as demais pessoas que eram novatas naquele encontro.

Segunda surpresa, que ambiente acolhedor, pessoas atenciosas, querendo te ouvir, te ajudar. Sanduichinhos, bombons e uma vontade gratuita de fazer você se sentir bem. Vimos um vídeo, ouvimos coisas práticas da rotina dos albergues, da arrumação de mochila, etc. Em relação a parte prática, fazer o Caminho de bicicleta ainda não é uma coisa muito usual, pelo menos no Rio. Algumas pessoas já fizeram, mas não é uma coisa muito frequente, pelo menos pro carioca. Mas mesmo assim, algumas pessoas se aproximaram de mim, oferecendo indicação de livros e de pessoas que fizeram o Caminho de bicicleta.

Enfim, uma grata surpresa geral, parece que esse é o espirito do Caminho de Santiago. Solidariedade, ajuda ao próximo, tudo sem querer nada em troca. Ser humano com ser humano. Pura troca. Até então meus treinos tinham sidos focados no físico e prático, agora começo a perceber com meus próprios sentimentos (já tinha lido no livro do Sérgio Reis) como o Caminho é muito mais do que um desafio físico.

O Caminho começa muito antes do primeiro passo em Saint Jean Pied-de-Port...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Meu Caminho

Agora reparei que nada falei do que pretendo fazer....vamos lá:

- Caminho escolhido: Camino Frances completo, saindo da França, de Saint Jean Pied-de-Port;
- Meio de transporte: bike, hardtail mtb (olhar post Bike sobre os detalhes);
- Quando: final de abril, início de maio de 2013;
- A principio sozinho, talvez com a companhia de um amigo;
- Tempo: objetivo de 100km por dia;
- Hospedagem: tentar o máximo de pousadas e o minimo de refúgios

Por que fazer o Caminho?
- É um desafio mental e físico, gosto de superar desafios, gosto mesmo, não é chavão;
- Crescimento interior;
- Auto-conhecimento;
- Ver paisagens bonitas;
- Trocar umas poucas palavras com gente tentando se superar de alguma forma;
- No pain, no gain;


Ultimo dia do Ano

Este post deveria ser sobre a logística da ida, mas vai ficar pra depois. Acabei de ler meu primeiro livro sobre o Caminho, "O Caminho de Santiago - uma peregrinação ao campo das estrelas -- Sérgio Reis".

O livro* é simples e direto. Leitura rápida, fiz em alguns dias. Descreve o caminho feito a pé por um brasileiro jornalista de 54 anos. Foi uma boa primeira leitura. Descreve a rotina dos refúgios, a superação pessoal, mental e física. É impressionante como pessoas desconhecidas ficam amigas e se ajudam no Caminho. Assim como existem pessoas e famílias inteiras que vivem em função dos peregrinos. E ainda, como algumas passagens e pessoas que se encontram no Caminho tem uma mágica especial. Uma mágica de Compostela.

Minhas conclusões do livro:
- Acho que será inevitável, mas não vou querer ficar em refúgios, com exceção de alguns, é muito desconforto. E o pior, falta de limpeza e compartilhamento de poucos banheiros para muitas pessoas (10, 20, 30 ou mais);
- Tenho cada vez mais certeza de que quero fazer o Caminho, fiquei mais ansioso ainda para compartilhar as paisagens e passagens descritas;
- Fico pensando na questão do tempo, pois o meu plano e ser rápido (fazer em menos de 10 dias), vou pensar melhor no assunto tempo;


Nota:
(*) depois vou criar um post com a referências bibiliográficas para facilitar a consulta.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Bike


Comprar uma bike no Brasil de boa qualidade é coisa pra rico, ou melhor, pra quem tá disposto a pagar um puta sobrepreço, imposto e margem. Olhei formas de importar bikes, mas também são caras por vias oficiais e não oficiais. Os fretes são caros e como o tamanho chama muita atenção, fica difícil passar desapercebido Bom, por isso tem sobrepreço.

Portanto, fiz minha pesquisa com base nas bikes que se encontra com facilidade no Rio. Abaixo tem um link pra uma tabelinha que fiz.

https://docs.google.com/open?id=0BxOtGyn8IYoSN0tURktlbmxWLXc

Mas antes disso, fiz alguma pesquisas sobre o tipo de bike pra ser comprada e a conclusão foi:
- mountain bike - pois a speed não é recomendada para andar nas trilhas que os peregrinos andam, somente nas estradas (e aí vai se perder muito das belas vistas...);
- hardtail - parece q não há tanto solavanco que necessite uma full suspension, além de mais pesada (vai fazer diferença nas subidas) e são bem mais caras;
- freio a disco mecânico - bicicletas melhores já não vem mais com freios convencionais e não há descida suficiente (com muito uso de freio) para ter que pagar mais por um freio hidráulico;
- aro 26 - mais fácil peças de reposição, e aros maiores que esse no Brasil tem mais sobrepreço ainda.

A minha escolha foi pela RockRider 5.3, motivados pelo cambio superior e o preço mais baixo (link abaixo).

http://www.decathlon.co.uk/rockrider-53-2012-id_8206682.html#anchor_ComponentProductTechnicalInformation

Ainda estou me entendendo com ela, mas já fiz Barra-Ipanema-Barra (via Alto/Vista Chinesa) e Barra-Macumba-Barra. As 27 marchas fizeram muita diferença, mas ainda preciso me entender melhor com o freio a disco e encontrar a melhor posição para o banco (altura/inclinação).

Proximo post será sobre a logistica da ida...